Português: Periquito rei
Distribuição: Só existe em dois locais, ao longo do Rio Paraguai e no norte do Paraguai.
Descrição: Semelhante a aurea, só que maior.
Comprimento: 30 cm e de asa 160 a 164 mm .
Nota: Esta subespécie ainda está sendo questionada.
Hábitat: Áreas secas e abertas, semi-árido e áreas de savana com cactos, arbustos e árvores, habitante de vegetação tipo cerrado brasileiro, ocasionalmente ao longo de extremidades de floresta, próximas de assentamentos, em parques, áreas cultivadas e jardins. Causam grande dano a colheitas.
Status: De comum a muito comum em toda sua área de distribuição.
Hábitos: Andam em pares, grupos pequenos de 04 a 08 pássaros ou bandos de 20 a 30 pássaros. Agrupamentos maiores podem ser vistos quando estão se alimentando ou em árvores de descanso. Não são tímidos, passam o dia nas árvores ou se alimentando no chão, sendo difíceis de descobrir nas árvores por causa de sua plumagem que lhes provê uma excelente camuflagem. São facilmente distinguidos por causa de seu barulho. Seu vôo é bastante rápido e ondulado. Fazem migrações locais e seu chamado é um guincho estridente, especialmente durante o voo.
Características: Embora seja comum e sua cor predominante seja verde, suas marcações amarelas (principalmente ao redor dos olhos e na testa), azuis e vermelhas, formam um contraste que a torna uma ave bela. Pertencente a família psittacidae, tendo duas subespécies. Embora vivam em bandos, são monogâmicas. Muito vivas, resistentes, bastante barulhentas, particularmente no começo da manhã e no fim da tarde, não são muito exigentes em relação a banho. Rapidamente se acostumam com novos tratadores. Por serem muito destruidoras, proveja regularmente galhos verdes. São animais que se adaptam muito bem ao convívio com seres humanos. Em cativeiro temos que ter o cuidado, e isto se aplicam a todas as espécies de psitacídeos, para que eles sejam os mais felizes possíveis. Uma ave que está muito tempo sozinha e fechada em casa, que está perto de ruídos estranhos ou em condições (gaiola, alimentação e distrações) pobres, não é uma ave feliz. Papagaios são aves muito sociáveis que precisam da companhia de outras aves ou de pessoas; como todos os seres vivos, querem atenção e as melhores condições, sem essas se tornam tristes e podem entrar em stress, chegando mesmo a arrancar as próprias penas e até as próprias unhas, casos que depois são muito difíceis de corrigir.
A condição mais importante para quem compra, seja uma ave de companhia ou para criação, é saber a história da ave. Deve-se sempre comprar aves criadas em cativeiro, tentando assim contribuir para a não extinção da mesma, além de também facilitar a nossa relação com elas. Quando criadas em criatórios, estão acostumadas à presença de seres humanos e dificilmente sofrem stress ou contraem doenças, estando aclimatadas às condições de cativeiro.
Quando se tem um casal não é muito difícil que se consigam filhotes. Se quiser fazer uma criação, leva-se em conta que um casal reprodutor não é só um macho e uma fêmea, e sim, um macho e uma fêmea compatíveis. Como nos humanos, por vezes um não gosta do outro. Se tiver a certeza que é um macho e uma fêmea, que são adultos (mais de 03 anos) e que não reproduzem, algo está errado, pode ser que não sejam um par compatível. Procure encontrar o possível problema e, se chegar à conclusão da incompatibilidade, troque uma das aves.
Dimorfismo: Não existe, só podem ser distinguidos pelo exame de DNA.
Dieta natural: Sementes, bagas, frutas, nozes pequenas como também insetos e larvas, regularmente se alimentam em plantações de arroz, grãos e milho.
Alimentação: Basicamente sementes (alpiste, girassol e aveia em pequenas quantidades, milho alvo de diversos tipos e etc.), porém é importante para uma alimentação balanceada que também comam verduras, legumes e frutas como: maçã, uva, figo, pêssego (a maçã em especial é de suma importância para a lubrificação do trato intestinal), gostam muito de milho verde e amendoim. Suplementos minerais regulares.
Período de reprodução: De agosto a janeiro, sendo setembro o mês principal.
Reprodução: É freqüentemente alcançado e não difícil. Deve ser mantido apenas um casal por viveiro. Freqüentemente ficam agressivos com os tratadores durante a criação. Alguns casais totalmente inexperientes poderão matar o seu primeiro filhote logo após a eclosão, ou não saberem alimentá-lo. Dê-lhes uma segunda chance, pois precisam de uma oportunidade para aprender. Só a fêmea choca, deixa o ninho apenas para se alimentar ou ser alimentada pelo macho em breves períodos na manhã e ao entardecer. Importante variar bastante a alimentação para que os filhotes tenham um bom crescimento.
Amadurecimento sexual: 02 anos.
Idade reprodutiva: Acredita-se que possa viver em cativeiro, com os devidos cuidados entre 20 e 30 anos e que consiga reproduzir até os 15 anos ou mais.
Quantidade de ovos: Postura de 03 a 04 ovos, ocasionalmente podem estar infecundos ou os filhotes morrerem dentro do ovo, podem fazer até três posturas por ano. Ovo mede 27.4 x 22.0 mm.
Ninhos: Na natureza fazem seus ninhos em buracos nas árvores (buracos de pica-pau), montículos de térmita e excepcionalmente em fendas de precipícios. Aceitam muitos tipos de ninhos e em várias posições em cativeiro, mas coloque-o em um canto escuro, pois é de suma importância. Troncos de árvores ocas, caixas de madeira são os mais utilizados. De um modo geral usa-se ninhos verticais. Se o fundo do ninho ficar muito úmido é quase certo os pais começarem a arrancar penas dos filhotes, devendo-se, portanto mantê-lo bem seco. Pode-se forrá-lo com serragem ou areia, sendo a areia mais fácil de se trabalhar. O abandono do ninho pelos pais é menos comum quando já existem crias, mas se a fêmea não está acostumada à inspeção do ninho, pode entrar em pânico e bicar os filhotes. –
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